terça-feira, 29 de novembro de 2016

O olhar pela Janela



O Olhar pela janela muitas vezes é para contemplar a beleza da natureza.
O escritor gosta de observar através da janela pois é ela que permite muitas vezes aparição repentina da inspiração.
Escrever sobre os ventos, sobre aquele moço que passa sorridente em frente a sua casa, sobre a obra ao lado da sua casa, onde os trabalhadores cansados tentam garantir seu ganha-pão, os carros que passam de vez em quando, as crianças que choram e os cães que latem desesperados quando avistam seus donos chegando.
Ainda é possível ver ao olhar pela janela as árvores altas que em dias de vento balançam suas copas para lá e para cá, é uma mistura característica de cimento e terra, de natureza e construção humana.
Olhar pela janela também é deixar-se fugir com o pensamento para o inconsciente e descobrir a história mais perfeita que será contada, é encontrar a si mesmo num momento de autorreflexão, é perder-se em si mesmo e demorar-se para encontrar.

É sentir o mundo deslizar pela pálpebras e acabar-se no âmago do seu mais profundo ser.

Por Janaine Moreira dos Santos

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Seres Imperfeitos

Uma lágrima,
Uma decepção,
Uma dor infinita no coração,
Como o pode o ser humano
Entristecer-se com coisas do cotidiano?
Olho para os lados
Quem disse que tal pessoa é qualificada ou não
Avaliações e mais avaliações,
Testes e mais testes.
Que mundo mais cruel,
Que mundo mais sem nexo.
Vejo a lágrima correr pela face novamente,
Uma lágrima que insiste em afirmar
Você é um ser simplório
Você é um ser impróprio
Você é, o que não é e o que gostaria de ser nunca será.
Estou muito confusa!
E a lágrima corre sobre minha face.
Onde foi que eu errei? - Grito aos quatro cantos
Por que foi que comecei a me envolver com isso?
 Por que as pessoas são cruéis?
E porque o mundo cobra um perfeccionismo que não é possível?
A lágrima correu pelo meu rosto uma última vez,
eu senti, eu chorei, eu vi a imperfeição do ser humano
estampada, escrita com caneta de tinta escura no meu rosto

Na minha alma.

Por Janaine Moreira dos Santos

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Filosofando com meu eu incompreensível


Eu sempre fui desligada, mas ultimamente meus pensamentos têm divagado a milhões de distâncias. Às vezes me sento em frente à TV e sequer olho para ela, parece que eu estou assistindo mais não estou ali, eu meio que me teletransporto para outro mundo congelado com pensamentos estranhos e às vezes até um pouco engraçados.
Mas sabe, eu gosto de sair do ar de vez em quando é bom, é uma sensação de sair fora da realidade, de viver dentro de um mundo de fantasias. Quando eu estava no ensino fundamental li um livro sobre filosofia que me deixou muito intrigada, eu gostei tanto do livro, que li ele mais umas duas vezes durante o colegial e quando fui para a faculdade voltei a ler ele mais duas vezes, o que me chamava atenção no final muito sem pé nem cabeça naquele livro era que ele me permitia sentir-se pertencente a uma realidade alternativa, pois os personagens do livro conseguiam perceber que eles eram produto da imaginação muito fértil de um pai que escrevia um livro de filosofia para sua filha, assim como esse pai também era fruto da imaginação de outro pessoa, eu sei é bem confuso, como disse li o livro várias vezes pra depois compreender um pouquinho da mensagem final. Mas pensando nessa perspectiva como posso saber se não sou apenas um personagem de algum romance maluco de ficção, ou de um bom dramalhão?
Você já imaginou se tudo que o cercasse fosse produto da imaginação de outra pessoa, pois é se você não, eu já! As vezes eu me perco dentro de mim e acho que poderia ser o reflexo de outra pessoa. Não é que eu seja louca ou coisa do tipo, mas sabe gosto de descobrir o sentido das coisas e se começo a pensar não vejo sentido em quase nada, só vejo brotar mais e mais porquês, mais e mais indagações não solucionadas, teorias incompletas e hipóteses e que não são confirmadas, somos um amontoado de perguntas a serem respondidas, somos produtos de um outro subentendido nas entrelinhas, ou somos feitos de um ser cosmológico, ou ainda somos produto da ciência? O que somos então; seres pensantes? Animais lutando para sobreviver?
Quem sou eu?
E quem são vocês?


Por Janaine Moreira dos Santos

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Indicação de filme - Donnie Darko

Se você é aquele tipo de pessoa que gosta de filmes filosóficos e que fazem nó no cérebro, com toda a certeza você vai gostar de Donnie Darko.
O filme foi lançado em 2000, e dirigido por Richard Kelly.
Estrelando o filme temos nada mais e nada menos que o nosso querido Jake Gyllenhaal, que encara o papel com maestria.
A história do filme fala sobre Donnie (Jake Gyllenhaal), que tem umas visões bem sinistras com um coelho macabro o qual só ele consegue ver, o coelho a princípio parece ser um outro eu de Donnie, no entanto o filme tem reviravoltas. Em especial temos que louvar o filme ainda pela pequena participação de Patrick Swayze, que eu particularmente sou fã.
Num contexto geral Donnie Darko prende do começo ao fim e conta com um final bastante surpreendente, com direito a um passeio por ideias e teorias sobre buracos de minhoca, destino e possibilidades de mudar acontecimentos passado e futuro.
O filme é uma boa pedida para filosofar ou ficar com um baita ponto de interrogação no cérebro.
E, se você é do tipo que curte mais ler, Donnie Darko também tem livro. Então se assistir não é sua praia da uma espiada no livro, eu particularmente não li o livro por isso não posso dizer nada se o filme é fiel ou não, se segue a história ou adquiriu uma nova roupagem. Mas se você tem um tempinho pra ver os dois, não custa nada né, vai que o livro é melhor que o filme, ou ambos são bons em suas particularidades.
Fica a dica!

Por Janaine Moreira dos Santos

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Sobre Viver


Escrever é um ato sublime, quando escrevo esqueço de mim e perco-me em palavras. Necessito de um momento em particular com meu interior para encontrar nas palavras alegrias, melancolia, nostalgia e demais sentimentos inoportunos que me rodeiam...
(...)
Hoje o vento soprou sobre a minha janela, uma chuva torrencial caiu lá fora...
Hoje um sorriso brotou em meus lábios ao perceber-me liberta, ao perceber que eu conseguiria aprender sobre o mundo...
Viajei por caminhos sinuosos, estradas estreitas e com curvas acentuadas, por neblinas e chuvas...
Viajei por países encantados, terras diferentes, universos diferentes...
Hoje senti que um buraco de minhoca brotou no meu quarto durante a noite e  me levou para outra dimensão...
Senti na pele o vento e a sensação de voltar ao passado e compreendi que o meu ser é feito de nada mais que partículas, que sou um amontoado de átomos...
Hoje fechei meus olhos e conheci meu interior e ele é lindo...
Hoje, não mais que ontem percebi o contemporâneo em mim, o sentimento do belo, o porquê das coisas, a magia de ser o que eu sempre quis...
"Viva!" Disse a mim mesma, "Viva intensamente o hoje, as palavras, os gestos, o conhecimento, a inspiração".
Seja quem você sempre foi, liberte-se e Viva!
O mundo é uma dádiva cosmológica e fantasiosa, é tudo percepção, é tudo conhecimento, é tudo fragmento. Fragmentos de luz e invisibilidade de buscas, de superações, de realizações.
Seja você não importa o que pensem, não importa o que aconteça.
E Viva... Viva intensamente!


Por Janaine Moreira dos Santos