terça-feira, 6 de junho de 2017

O Brilho se esconde, não se perde

E por mais belo que parecesse, a brisa suave da manhã, as nuvens espalhadas pelo céu o ofuscavam, o dia seria muito mais belo com a sua presença, mas o tempo arredio e complicado teimava em ofuscar a beleza. Queria todos os elogios para si e esquecia-se dele em seu vasto monumento do belo. A melancolia do dia pairava por sobre a cabeça das pessoas pois o tempo cinzento e sem vida teimava em ofuscar o brilho, a majestosa criatura dos céus. Mas sem perceber timidamente em meio as nuvens arredias e carregadas de chuva, eis que ele se estabelece e consegue  com seus raios atravessar a espessa camada de algodão e demonstrar nem que seja por alguns instantes sua luz radiante e acolhedora. Pois embora os ventos e o tempo insistam em derrubar e ofuscar seu brilho, não se pode apagar a beleza de algo apenas escondendo-o do mundo, dia ou outro o sol brilha novamente e arrebata o tempo ruim e melancólico restando apenas alegrias e sorrisos e a majestosidade de um ser que às vezes se esconde mais nunca perde sua capacidade de brilhar!

Por Janaine Moreira dos Santos

segunda-feira, 13 de março de 2017

Um ser infinito de palavras

Todos os meus poemas, em sua imensidão, são para você vovó...

Já faz algum tempo que não escrevo. Ainda não sei informar um por que. Às vezes as palavras até se manifestam em minha mente, mas se vão a um piscar de olhos e perdem-se no meu inconsciente que mais parece um emaranhado de confusões. Às vezes as palavras se misturam com as lembranças, e os devaneios com a saudade. Uma onda de palavras invade a imensidão do meu ser e uma chuva de inspiração se instala. Gostaria que esses momentos fossem constantes e prazerosos e que emergissem numa tarde feliz e ensolarada e não em meio à noite quando muitas vezes o meu corpo decide dar sinais de dor e minha cabeça decide viajar pelos caminhos incansáveis da imaginação. Por um pequeno instante posso pensar em não mais querer manifestar minhas emoções num pedaço de papel, mas em outro quero ter comigo uma caneta e ele o papel, para sempre escrever as frases incompreensíveis e confusas que suscitam do fundo de minh’alma.

Se me perco em mim mesma, sei que é porque sou um livro criptografado de gravuras cotidianas de um ser melancólico e poético que vive imerso em fantasias, rancores e palavras. Por um momento penso em não mais ser eu, mas recordo que era assim que ela me via e assim que ela gostaria de continuar me vendo onde estiver.

Por Janaine Moreira dos Santos