segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Ao fechar os olhos


Feche os olhos
Agora escute o vento...
Ele sopra
Ele emite sons
Ele canta melodias

Feche os olhos
Escute os pássaros
Sinta o cheiro da natureza
Sinta a calmaria

Fecho os olhos
Inspire-se
Mergulhe no subconsciente
Alcance o arco-íris em sua mente

Fecho os olhos
Imagine o mundo das maravilhas
O gato sorridente
o chapeleiro

Fecho os olhos
Mas não ouse dormir
Só aproveite o silencio
Só sinta
E verá que ao fechar os olhos
Pode se alcançar o universo
Pode se perder no infinito mar de sonhos
Mar imenso
Mente que se liga ao coração
Que se liga ao mundo.


Por Janaine Moreira dos Santos

terça-feira, 29 de novembro de 2016

O olhar pela Janela



O Olhar pela janela muitas vezes é para contemplar a beleza da natureza.
O escritor gosta de observar através da janela pois é ela que permite muitas vezes aparição repentina da inspiração.
Escrever sobre os ventos, sobre aquele moço que passa sorridente em frente a sua casa, sobre a obra ao lado da sua casa, onde os trabalhadores cansados tentam garantir seu ganha-pão, os carros que passam de vez em quando, as crianças que choram e os cães que latem desesperados quando avistam seus donos chegando.
Ainda é possível ver ao olhar pela janela as árvores altas que em dias de vento balançam suas copas para lá e para cá, é uma mistura característica de cimento e terra, de natureza e construção humana.
Olhar pela janela também é deixar-se fugir com o pensamento para o inconsciente e descobrir a história mais perfeita que será contada, é encontrar a si mesmo num momento de autorreflexão, é perder-se em si mesmo e demorar-se para encontrar.

É sentir o mundo deslizar pela pálpebras e acabar-se no âmago do seu mais profundo ser.

Por Janaine Moreira dos Santos

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Seres Imperfeitos

Uma lágrima,
Uma decepção,
Uma dor infinita no coração,
Como o pode o ser humano
Entristecer-se com coisas do cotidiano?
Olho para os lados
Quem disse que tal pessoa é qualificada ou não
Avaliações e mais avaliações,
Testes e mais testes.
Que mundo mais cruel,
Que mundo mais sem nexo.
Vejo a lágrima correr pela face novamente,
Uma lágrima que insiste em afirmar
Você é um ser simplório
Você é um ser impróprio
Você é, o que não é e o que gostaria de ser nunca será.
Estou muito confusa!
E a lágrima corre sobre minha face.
Onde foi que eu errei? - Grito aos quatro cantos
Por que foi que comecei a me envolver com isso?
 Por que as pessoas são cruéis?
E porque o mundo cobra um perfeccionismo que não é possível?
A lágrima correu pelo meu rosto uma última vez,
eu senti, eu chorei, eu vi a imperfeição do ser humano
estampada, escrita com caneta de tinta escura no meu rosto

Na minha alma.

Por Janaine Moreira dos Santos

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Filosofando com meu eu incompreensível


Eu sempre fui desligada, mas ultimamente meus pensamentos têm divagado a milhões de distâncias. Às vezes me sento em frente à TV e sequer olho para ela, parece que eu estou assistindo mais não estou ali, eu meio que me teletransporto para outro mundo congelado com pensamentos estranhos e às vezes até um pouco engraçados.
Mas sabe, eu gosto de sair do ar de vez em quando é bom, é uma sensação de sair fora da realidade, de viver dentro de um mundo de fantasias. Quando eu estava no ensino fundamental li um livro sobre filosofia que me deixou muito intrigada, eu gostei tanto do livro, que li ele mais umas duas vezes durante o colegial e quando fui para a faculdade voltei a ler ele mais duas vezes, o que me chamava atenção no final muito sem pé nem cabeça naquele livro era que ele me permitia sentir-se pertencente a uma realidade alternativa, pois os personagens do livro conseguiam perceber que eles eram produto da imaginação muito fértil de um pai que escrevia um livro de filosofia para sua filha, assim como esse pai também era fruto da imaginação de outro pessoa, eu sei é bem confuso, como disse li o livro várias vezes pra depois compreender um pouquinho da mensagem final. Mas pensando nessa perspectiva como posso saber se não sou apenas um personagem de algum romance maluco de ficção, ou de um bom dramalhão?
Você já imaginou se tudo que o cercasse fosse produto da imaginação de outra pessoa, pois é se você não, eu já! As vezes eu me perco dentro de mim e acho que poderia ser o reflexo de outra pessoa. Não é que eu seja louca ou coisa do tipo, mas sabe gosto de descobrir o sentido das coisas e se começo a pensar não vejo sentido em quase nada, só vejo brotar mais e mais porquês, mais e mais indagações não solucionadas, teorias incompletas e hipóteses e que não são confirmadas, somos um amontoado de perguntas a serem respondidas, somos produtos de um outro subentendido nas entrelinhas, ou somos feitos de um ser cosmológico, ou ainda somos produto da ciência? O que somos então; seres pensantes? Animais lutando para sobreviver?
Quem sou eu?
E quem são vocês?


Por Janaine Moreira dos Santos

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Indicação de filme - Donnie Darko

Se você é aquele tipo de pessoa que gosta de filmes filosóficos e que fazem nó no cérebro, com toda a certeza você vai gostar de Donnie Darko.
O filme foi lançado em 2000, e dirigido por Richard Kelly.
Estrelando o filme temos nada mais e nada menos que o nosso querido Jake Gyllenhaal, que encara o papel com maestria.
A história do filme fala sobre Donnie (Jake Gyllenhaal), que tem umas visões bem sinistras com um coelho macabro o qual só ele consegue ver, o coelho a princípio parece ser um outro eu de Donnie, no entanto o filme tem reviravoltas. Em especial temos que louvar o filme ainda pela pequena participação de Patrick Swayze, que eu particularmente sou fã.
Num contexto geral Donnie Darko prende do começo ao fim e conta com um final bastante surpreendente, com direito a um passeio por ideias e teorias sobre buracos de minhoca, destino e possibilidades de mudar acontecimentos passado e futuro.
O filme é uma boa pedida para filosofar ou ficar com um baita ponto de interrogação no cérebro.
E, se você é do tipo que curte mais ler, Donnie Darko também tem livro. Então se assistir não é sua praia da uma espiada no livro, eu particularmente não li o livro por isso não posso dizer nada se o filme é fiel ou não, se segue a história ou adquiriu uma nova roupagem. Mas se você tem um tempinho pra ver os dois, não custa nada né, vai que o livro é melhor que o filme, ou ambos são bons em suas particularidades.
Fica a dica!

Por Janaine Moreira dos Santos

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Sobre Viver


Escrever é um ato sublime, quando escrevo esqueço de mim e perco-me em palavras. Necessito de um momento em particular com meu interior para encontrar nas palavras alegrias, melancolia, nostalgia e demais sentimentos inoportunos que me rodeiam...
(...)
Hoje o vento soprou sobre a minha janela, uma chuva torrencial caiu lá fora...
Hoje um sorriso brotou em meus lábios ao perceber-me liberta, ao perceber que eu conseguiria aprender sobre o mundo...
Viajei por caminhos sinuosos, estradas estreitas e com curvas acentuadas, por neblinas e chuvas...
Viajei por países encantados, terras diferentes, universos diferentes...
Hoje senti que um buraco de minhoca brotou no meu quarto durante a noite e  me levou para outra dimensão...
Senti na pele o vento e a sensação de voltar ao passado e compreendi que o meu ser é feito de nada mais que partículas, que sou um amontoado de átomos...
Hoje fechei meus olhos e conheci meu interior e ele é lindo...
Hoje, não mais que ontem percebi o contemporâneo em mim, o sentimento do belo, o porquê das coisas, a magia de ser o que eu sempre quis...
"Viva!" Disse a mim mesma, "Viva intensamente o hoje, as palavras, os gestos, o conhecimento, a inspiração".
Seja quem você sempre foi, liberte-se e Viva!
O mundo é uma dádiva cosmológica e fantasiosa, é tudo percepção, é tudo conhecimento, é tudo fragmento. Fragmentos de luz e invisibilidade de buscas, de superações, de realizações.
Seja você não importa o que pensem, não importa o que aconteça.
E Viva... Viva intensamente!


Por Janaine Moreira dos Santos

sábado, 15 de outubro de 2016

Indicação de livro - Anna e o beijo francês (Stephanie Perkins)


Olá leitores, aqui estou para indicar mais um livro para vocês.
Gente eu gostei tanto desse livro, que o devorei em três dias.
Mas em resumo, o livro conta a história da Anna uma moça que está terminando o ensino médio e o pai resolve no último ano dela transferi-la para um colégio na França, mas especificamente em Paris. Nesse colégio estudam várias pessoas de diversos lugares, e entre eles está St. Clair, um carinha descolado, bonito, simpático, mas que infelizmente é comprometido. Anna vai se apaixonar por ele e aí a as coisas irão se desenrolando. Não vou contar mais pra deixar a curiosidade bater...
Mas expondo minha opinião leiga sobre o livro, a forma com que a californiana Stephanie Perkins escreve me ganhou, um jeito descontraído, uma narrativa em primeira pessoa com diálogos curtos voltados ao público teen. O jeito descontraído do livro entrega de ponta a ponta que ele foi endereçado ao público jovem, mas isso não o delimita. O drama de uma garota num momento de sua vida que ela precisa não ser mais a criança e se responsabilizar por seus atos, fazer escolhas e aprender a viver por si mesma permite as jovens leitores uma afeição a personagem, pois afinal de contas que nunca teve que aprender a se virar sozinha e cortar o cordão umbilical para lançar-se ao mundo.
Um livro de dilemas, escolhas e amores. Para momentos apaixonantes e confusos. Fica a dica, Anna e o beijo francês de Stephanie Perkins.


Por Janaine Moreira dos Santos

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Fica a dica – Caixa de Pássaros (Josh Malerman)


A obra Caixa de Pássaros do autor Josh Malerman se estabelece como uma  pitada de suspense e tensão. No primeiro capítulo conhecemos Malorie a nossa personagem central do livro. Todos os dilemas, angústias, dores e pensamentos de Malorie são compartilhados conosco, e a tensão no livro cresce capítulo após capítulo, num jogo onde não se pode confiar em ninguém e onde não se sabe ao certo, como nós é apresentado na sinopse, o que está acontecendo no mundo exterior ao local onde a personagem se encontra, não sabemos ao certo o que a está perseguindo, ou o que mesmo são as aparições que levam as pessoas ao suicídio e está incógnita é mantido o livro todo, um ponto favorável ao autor acredito, no entanto o livro deixa a desejar em certos aspectos, principalmente em não revelar ou ao menos dar pistas do que poderia ser a ameaça. O livro prende sim o leitor, mas tem um final um tanto inesperado para aqueles que procuravam uma resolução do dilema central que é o que são as criaturas lá fora. Bom, não sou uma crítica literária, mas acredito que Josh Malerman pode ser aplaudido por manter a tensão, mas poderia ter explorado mais as criaturas em questão atribuindo a elas um sentido amplo, destacando a influência dos seres em questão entre o estado de lucidez e loucura das personagens abordado em um dos capítulos.
Então, o que posso dizer leitores é que vocês precisam ler para tirar suas conclusões. Apesar de algumas críticas, considero o livro um bom suspense. Por isso estou indicando. Então Fica a dica!


Por Janaine Moreira dos Santos

sábado, 8 de outubro de 2016

Fica a dica

Olá galerinha, estou por aqui pra compartilhar com vocês uma das minhas paixões, o artesanato,
passei hoje a tarde todo confeccionando letras decorativas, a partir de caixinhas de creme dental, papel A4, tecido e cola silicone, mas também pode ser utilizado a cola específica para tecido.
Ficaram muito fofinhas. Olha a foto aí, experimentem fazer em casa, é uma ótima dica pra decoração.

Por Janaine Moreira dos Santos

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Uma garotinha diferente


Tudo despedaçado,
Ela era a menina mais feliz do mundo quando criança...
Aprendeu a tocar violão e cantar, desenhava, fazia muitas coisas das quais qualquer pessoa tem vontade de aprender.
Mas enfim, chegou o momento de crescer e isso não fez ela Feliz, sabia tantas coisas, gostava de aprender, mas uma coisa lhe faltava neste momento, o tempo. O tempo parecia ser seu eterno inimigo...
As coisas não eram mais coloridas como antes. Desaprendeu a sorrir. A menina que um dia sonhou ser artista, estava desiludida da vida e sem ânimo e forças para continuar...
A menina que queria alcançar as estrelas, viajar por todo o espaço sideral, andar sobre lua, hoje estava triste e desanimada com a vida. Não havia motivos para sorrir, ela parecia um bug, um defeito, uma peça de quebra-cabeça que não se encaixa no lugar aonde esta, um produto defeituoso que em todos os lugares que vai é deixado de lado e desprezado por ser diferente. As pequenas coisas que gosta, os seus pequenos contentamentos são estranhos aos olhos do todo.  Os seus livros não são tão legais assim aos olhos do mundo, a sua cabecinha de criança eterna é incompreensível, as suas pequenas atitudes bobas e frustradas de aproximação a deixam infeliz.
Às vezes eu penso que ela devia desistir de agradar ao mundo, mas ela não consegue se desprender das relações, ela tem fome de comunicação, mas as pessoas parecem não querer falar com ela, às vezes ela pensa consigo mesma, “o que há de errado comigo?”.
De repente, um dia desses, essa garotinha já não quer mais fazer um grande esforça para que o mundo a aceite, ele prefere desistir e se esconder no seu pequeno quarto, com seus mundos fantasiosos e sua mera auto-reflexão, ela prefere viver no mundo da fantasia ao invés de permanecer na realidade, ela decide não mais lutar com a vontade de conhecer as pessoas e tentar modificar-se para que gostem dela, ela enfim decide ser ela mesma, na sua total incompreensão, na sua total desordem interna, na sua maneira totalmente desigual de apreciar o mundo e as coisas.
Torço muito para que um dia desses a garotinha, esqueça-se de tudo que já aconteceu em sua vida e comece a acreditar em si mesma, sei que por enquanto ela não pode, mas talvez um dia, quando o mundo lhe oferecer melhores oportunidades, e pessoas capazes de compreender sua maneira tão delicada e complexa de ser ela consiga atravessar a linha tênue entre a tristeza rumo à felicidade e não mais haverá dias em que a infelicidade invadirá seu pequeno ser, e ela em sua sutileza aprenderá a sorrir novamente e reconhecerá que o mundo lhe fez sofrer mas recompensou permitindo que ela fosse novamente a eterna criança feliz.


Por Janaine Moreira dos Santos

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Um grito no escuro


Um cotidiano repleto de flores, cores e alegria. Borboletas que voam sobre nossas cabeças, um infinito mar de sorrisos, é tudo o que precisamos para tornar o dia mais divertido, mas tolerável de se viver.
Acordar todas as manhãs e sentir peso nos pés e no corpo sem ter a mínima vontade de fazer nada, nem ao menos as tarefas cotidianas, fechar os olhos e pedir incansavelmente que o mundo esqueça-se de você, que mundo e todas as pessoas nem imaginem que você existe.
As vezes o cotidiano não se pinta de cores, mas deixa tudo cinza sem ânimo.
Uma vez ou outro o monstro vem visitar-me e provoca em mim sensações de medo e solidão, sensações de desespero e infelicidade. 
Hoje não mais do que ontem ele visitou meu ser, invadiu meu dia e deixou ele cinza.
E uma luta eterna é travada com ele todos os momentos em que ele resolveu dar as caras.
Há dias em que o colorido de uma música, de um poema e de um sorriso consegue assustá-lo, mas tem momentos que ele toma conta da minha alma e me faz não ter vontade de viver.
Monstro, por que não vai embora e me deixa viver mais feliz?
Não sei o porquê, mas meu eu interior tem vontade de desistir...
O barco está furado, a canoa virou como diz a canção, e não tenho forças para nadar contra a correnteza, meu eu grita incessantemente por ajuda... Meu eu grita no escuro...
Não quero afundar, mas sinto que estou me afogando e o monstro cada vez mais me puxa com mais força para as águas fundas da escuridão...
E meu eu grita no escuro!

Por Janaine Moreira dos Santos



terça-feira, 4 de outubro de 2016

Sublime demonstração do que é o amor


O que é o amor, numa era em que o eu te amo é banal?
O que é amor, numa era onde as relações são passageiras?
O que amor, num mundo onde a solidão parece tomar conta do ser?
Amar é muito mais que palavras...
Amar é sentimento incompreensível...
É doar-se a si mesmo e a todos de forma intensa.
É sorrir pela manhã, ao agradecer pela pessoa ao seu lado...
É caminhar descalço na areia despreocupado,
É sentir-se uma parte do todo daquela pessoa...
É viver intensamente sem medo de demonstrar o sentimento com gestos e atitudes...
É sonhar que o impossível pode ser possível...
Amor é continuar a ter esperança, mesmo em tempos sombrios...


 Por Janaine Moreira dos Santos

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Nesse meu mundo só meu - Alice no País das Maravilhas


Olá leitores, gostaria de compartilhar com vocês um pedacinho de Alice no País das Maravilhas, um dos meus filmes favoritos da disney.
O vídeo não ficou muito bom, porque fiz as pressas, mas quero sempre estar atualizando o blog para vocês. Espero que curtam!


Por Janaine Moreira dos Santos

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Perdida entre as palavras

Mar de palavras, sonhos e fantasias
Estou perdida num deserto sem fim de páginas e letras
De repente a história me transporta a lugares inóspitos e distantes.
De um minuto a outro vou a países diferentes,
De um livro a outro vou a mundos diversificados.
Navego nas letras do mar envolto da sabedoria
Delicio-me devorando página por página
Para onde será que vou hoje?
Para Nárnia...  Mordor... Hogwarts...
Talvez para Rússia, Suécia, Inglaterra
E ainda para épocas diferentes quem sabe o Medievo, a Renascença...
Assim, é sempre assim
Isso acontece todos os dias,
Esses pensamentos me rodeiam todos os dias,
Sempre um segundo antes de abrir um livro.


Por Janaine M. dos Santos

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Dica de Livro - A lista Negra

No livro A Lista Negra, conhecemos logo a principio Valerie, uma adolescente cercada por um dilema em sua vida, conseguir perdoar a si mesma por um crime cometido por seu namorado.
O livro da autora Jennifer Brown, é uma dose letal de autoconhecimento para os jovens, pois ela consegue  tratar com maestria um tema atual amplamente discutido por estudiosos, o bullyng. A história de Valerie demonstra ao leitor a complexidade dessa prática e o que ela pode levar, sendo a personagem frequentemente insultada e agredida verbalmente por seus colegas e nesta onde de provocações também está incluso seu namorado, ambos  decidem criam uma lista com o nome de todas as pessoas que já praticaram algum ato malicioso com eles. No entanto Valerie nunca soube que aquela lista iria levá-la a encarar o mundo de outra maneira, além de conduzi-la a uma busca interior dentro de si própria.
A Lista negra não está na minha lista de favoritos, no entanto está na minha lista de literatura essencial para o jovem leitor. Todas as superações, os anseios, o aprendizado de Valerie, podem ser aproveitados e compreendidos pelo jovem. A percepção do que uma prática, que pode parecer inofensiva, brincadeira de criança, de adolescente, leva um menino a tentar contra a vida de outras pessoas e até mesmo a sua e da pessoa que ama.
Não querendo mais dar spoilers, ou me delongar sobre a história que prefiro que vocês mesmo leiam e tirem suas conclusões, e ainda na intenção de aguçar a curiosidade dos leitores do blog, só digo que o final surpreende, é claro que eu leitora trágica que sou gostaria que o final tivesse um tom mais vermelho sangue... Mas o livro é destinado ao público juvenil e quem sou eu para julgar a escolha do desfecho da autora. O livro no seu todo traz uma enorme lição e contentamento, ao acompanhar uma superação e uma aceitação do ser diferente e único na sociedade além do aprender a ver o que cada um tem de especial para oferecer.


Por Janaine Moreira dos Santos

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Tempo de Saudade

Olhando a neblina sobre a cidade, me perco em pensamentos. Sentada na varanda, relembro.
Relembro um tempo marcado de coisas boas. Um tempo onde ao acordar cedinho, tinha-se café quentinho e brincadeiras. Quando não havia preocupações, e a única coisa que fazia sentido era comer bolo da vovó quentinho, feito com amor e carinho.
Tempo em que qualquer coisa virava brinquedo, papel, lata, um pedaço de pau esquecido pelo avô que era marceneiro. Tempo em que a avó costurava as bonecas, tecia seus cabelos de crochê e éramos felizes com o pouco.
Tempo onde histórias ao redor do fogão a lenha em dias de falta de luz eram sagradas. Vovô adorava esses dias, era quando ele nós assustava com suas histórias de lobisomens, mulas sem cabeças e muitos outros seres folclóricos. Há e um detalhe – já vistos por ele. Vovô era mesmo uma figura.
Tempo em que brincar de bonecas, de pique, esconde-esconde eram divertimentos incompreensíveis. Onde a bola, não era comprada não, era feita de meia, e retalhos furtados da vovó.
 Assim me perco todas as vezes que relembro da casa da vovó e de como ela era, com seus cabelos escuros, sua pele branquinha, parecia uma porcelana, seu rosto já marcado com as rugas idade, linda no seu jeito de ser, a nona italiana, que fazia pão gostoso, massas e macarrão. Há vovó todas as vezes que te recordo me perco dentro de mim mesma, e o coraçãozinho aperta.
E assim continuo sentada na minha varanda, me perdendo em devaneios. Que sei que não mais acontecerá.  A tristeza invade minha alma e o coração emana sofrimentos e faltas não supridas assim, como às lágrimas que correm pelo meu rosto. São tempos de alegrias, tempos de saudades, tempos de acontecimentos cultivados e guardados com carinho nos recônditos da memória e do ser.


Por Janaine Moreira dos Santos

domingo, 25 de setembro de 2016

Entre reclamações e realidades

Talvez o movimento das cores ao misturar e formar pessoas incomode
Talvez o silêncio nas esquinas incomode...
Talvez o barulho dos pés batendo nas calçadas incomode...
Talvez o choro do bebê de colo, daquela mulher sentada no ponto de ônibus incomode...
Talvez a música alta naquele barzinho incomode...
Talvez a conversa entre dois estranhos incomode...
Incômodos e mais incômodos...
Que mundo é esse que não sabe silenciar...
Que não sabe comunicar...
Esse, sem dúvida é o mundo real!
As pessoas levantam preguiçosas de suas camas todas às manhãs e só sabem reclamar, reclamar, reclamar...
Talvez o silêncio nas esquinas seja porque algo aconteceu...
O barulho dos pés nas calçadas, as pessoas apressadas e sonolentas indo para trabalho que ao invés de dignificar o homem o condena a escravidão capitalista...
O choro do bebê é reflexo de uma doença, ou talvez até possa ser uma mãe desamparada que como muitas precisam tirar seu bebê cedo de casa para deixá-lo aos cuidados de outra pessoa, porque a política publica em relação à mulher e a maternidade no Brasil ainda está bastante arcaica. Ou ainda talvez porque um pai abandonou sua família, por que existe aborto, mas não aquele feito pelas mulheres não! É o aborto de um pai que abandona a família e desampara.
Talvez a música alta nos barzinhos seja a morfina encontrada por muitas pessoas para esquecer a opressão do mundo e a tristeza das desigualdades, raciais, sociais, de gênero...
E a conversa entre dois estranhos, esta reflete apenas o cotidiano, você pensa que não incomoda quando conversa com as outras pessoas?
A vida é feita de doses diárias de morfina, mas você não percebe, eu não percebo o quanto tudo nos oprime! Os padrões de beleza, as construções sociais, os marcos delimitados entre classes sociais e suas relações, a vida mesquinha de uns e a vida sofrida de outros.
Olha ao seu redor e perceba, pare um pouco e pense!
O povo tem fome de diálogos, o mundo está ficando solitário, está se perdendo em reclamações, está esquecendo a essência da felicidade para concentra-se na essência do lucro.
O mundo é feito de intenções, mas nem sempre elas são boas.
O mundo perde a cada dia mais a essência do seu verdadeiro ser...
Morte, fome, violência... Abusos, desabusos, irritações, pequenas discussões...
Pare e pense!
Não seria melhor vagar por aí como os andarilhos, é esses mesmo que você despreza quando passa por eles... Ou fazer miçangas, talvez até se tornar cigana...Viver como os verdadeiros donos do Brasil, eu não estou falando dos políticos, estou falando dos indígenas, é sim, os verdadeiros donos do país, que estão perdendo suas terras, seus espaços simbólicos, sua ancestralidade, seus territórios...
E você aí preocupado com incômodos diários, pense um pouco, reflita!
Nem tudo gira em torno de você, faça uma viagem pelos países mais pobres do mundo, doe-se ao trabalho comunitário, viva o que os refugiados dos emirados vivem, viva o que as crianças pobres da Etiópia vivem... E talvez nem precise você ir tão longe, viva o que as pessoas que moram nas favelas do Rio de Janeiro, São Paulo, vivem...
Olha para o outro e sinta-se no outro e verá que seus incômodos  são coisas passageiras, mas o que eles vivem é realidade. Nua e crua! E mesmo assim, eles continuam a viver sem reclamar da sua conversa, do bater de pés, do choro das crianças, das conversas...
Seja feliz com o pouco, a sabedoria não vem do lucro, vem do cérebro, vem da alma... Vem da essência e da vontade incessante de aprender!


Por Janaine Moreira dos Santos