Hoje sou revolta!
Percebi que as ladeiras do mundo machucam, os pés enchem de calo e tenho dores na alma. Hoje encontrei um menino na calçada de casa, sem calçado aos pés, com olhos fundos, com blusas puídas, mas com alegria nos olhos que só as crianças possuem. Inocente e frágil me olhou fundo nos olhos e eu imaginei ele me dizendo "tia você não teria um trocado pra que possa levar para minha mãe comprar alimento, nós estamos precisando, meu pai está tentando, mais tenho pena dele, ele trabalha tanto e no final do dia pouco retorno recebe" ele não me disse essas palavras, mais a minha alma ouviu isso, meus olhos marejados e eu não tendo nada para oferecer, me senti pequena, incapaz... Num momento você poderia parar para pensar e perceber ai da sua casa, embaixo do seu cobertor quentinho, tendo alimentos para o amanhã, o sofrimento do outro; você assim como eu já parou para pensar na hipocrisia do mundo.
Por isso, hoje sou revolta, estou revoltada. Revoltado com desigualdades, com a tristeza, com o amanhã, com a necessidade do outro que não é suprida, com vida gélida e cálida de quem não tem onde dormir, com a simplicidade de uma criança que não compreende muito o que se passa, do menino que nasceu na periferia e só escuta do mundo não, que só encontra portas e empecilhos.
Hoje sou revolta, porque nós fechamos no nosso mundo e nos esquecemos do próximo, porque julgamos pela cor, pelo credo, pela posição social, pela carreira, porque esquecemos que a escalada rumo ao alto é desigual, porque reclamamos de coisas fúteis... sou revolta, sou tristeza. E quando mais penso nessas situações mais meu coração se quebra em pedaços, minha alma se desfaz e eu morro aos poucos por dentro. Morro aos poucos, pois é difícil perceber-se num mundo onde o humano, a vida são deixados pra lá por disputas de poder, por entraves políticos, por um individualismo exacerbado e uma adoração eterna do eu, esquecendo-se que na história as grandes coisas foram fruto do nós!
POR JANAINE MOREIRA DOS SANTOS
Fuga Literária
sábado, 20 de outubro de 2018
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Estou de volta!
Resolvi voltar a escrever no blog, as pessoas não lêem muito, mais decidi que ele será uma fuga, tal qual como resolvi chama-lo quando o criei a algum tempinho. Mas enfim os dias tem sido difíceis e minha rotina tem sido não pensar que poderi ter feito mais, há partes de mim que gostam de filosofar. Eu estou novamente na rotina de estudante, e às vezes imagino que me meti numa enrrascada, mas no mesmo instante penso que se ca eu não estivesse, me arrependeria por não tentar ou mesmo desistir no começo. Mas a vida é feita de subidas e descidas, frios na barriga e tristezas momentaneas que por vezes parecem eternas. Estou tentando não pensar no amanhã, e para isso nada melhor que fugir para a fantasia, ou se deleitar sobre as palavras e voltar a repassar para o papel a explosão de sentimentos e o misto de emoções sofridos.
Então estou de volta, não sei ao certo se vou escrever todo dia, mais sempre que sentir necessidade e que a inspiração tomar conta, estarei por aqui, escrevendo meus poemas, meus pensamentos. E quando terminar de ler algum livro legal, também passo rapidinho por aqui pra contar para vocês o que achei e se indico ou não!
Por hoje os deixo com a alegria do hoje e as incertezas do amanhã!
Beijos
Janaine Moreira dos Santos
Resolvi voltar a escrever no blog, as pessoas não lêem muito, mais decidi que ele será uma fuga, tal qual como resolvi chama-lo quando o criei a algum tempinho. Mas enfim os dias tem sido difíceis e minha rotina tem sido não pensar que poderi ter feito mais, há partes de mim que gostam de filosofar. Eu estou novamente na rotina de estudante, e às vezes imagino que me meti numa enrrascada, mas no mesmo instante penso que se ca eu não estivesse, me arrependeria por não tentar ou mesmo desistir no começo. Mas a vida é feita de subidas e descidas, frios na barriga e tristezas momentaneas que por vezes parecem eternas. Estou tentando não pensar no amanhã, e para isso nada melhor que fugir para a fantasia, ou se deleitar sobre as palavras e voltar a repassar para o papel a explosão de sentimentos e o misto de emoções sofridos.
Então estou de volta, não sei ao certo se vou escrever todo dia, mais sempre que sentir necessidade e que a inspiração tomar conta, estarei por aqui, escrevendo meus poemas, meus pensamentos. E quando terminar de ler algum livro legal, também passo rapidinho por aqui pra contar para vocês o que achei e se indico ou não!
Por hoje os deixo com a alegria do hoje e as incertezas do amanhã!
Beijos
Janaine Moreira dos Santos
terça-feira, 6 de junho de 2017
O Brilho se esconde, não se perde
E por mais belo que
parecesse, a brisa suave da manhã, as nuvens espalhadas pelo céu o ofuscavam, o
dia seria muito mais belo com a sua presença, mas o tempo arredio e complicado
teimava em ofuscar a beleza. Queria todos os elogios para si e esquecia-se dele
em seu vasto monumento do belo. A melancolia do dia pairava por sobre a cabeça
das pessoas pois o tempo cinzento e sem vida teimava em ofuscar o brilho, a
majestosa criatura dos céus. Mas sem perceber timidamente em meio as nuvens
arredias e carregadas de chuva, eis que ele se estabelece e consegue com seus raios atravessar a espessa camada de
algodão e demonstrar nem que seja por alguns instantes sua luz radiante e
acolhedora. Pois embora os ventos e o tempo insistam em derrubar e ofuscar seu
brilho, não se pode apagar a beleza de algo apenas escondendo-o do mundo, dia
ou outro o sol brilha novamente e arrebata o tempo ruim e melancólico restando
apenas alegrias e sorrisos e a majestosidade de um ser que às vezes se esconde
mais nunca perde sua capacidade de brilhar!
Por Janaine Moreira dos Santos
segunda-feira, 13 de março de 2017
Um ser infinito de palavras
Todos os meus poemas, em sua imensidão, são para você vovó...
Já faz algum tempo que não escrevo. Ainda não sei informar
um por que. Às vezes as palavras até se manifestam em minha mente, mas se vão a
um piscar de olhos e perdem-se no meu inconsciente que mais parece um
emaranhado de confusões. Às vezes as palavras se misturam com as lembranças, e
os devaneios com a saudade. Uma onda de palavras invade a imensidão do meu ser e
uma chuva de inspiração se instala. Gostaria que esses momentos fossem constantes
e prazerosos e que emergissem numa tarde feliz e ensolarada e não em meio à noite
quando muitas vezes o meu corpo decide dar sinais de dor e minha cabeça decide viajar
pelos caminhos incansáveis da imaginação. Por um pequeno instante posso pensar em
não mais querer manifestar minhas emoções num pedaço de papel, mas em outro quero
ter comigo uma caneta e ele o papel, para sempre escrever as frases incompreensíveis
e confusas que suscitam do fundo de minh’alma.
Se me perco em mim mesma, sei que é porque sou um livro criptografado
de gravuras cotidianas de um ser melancólico e poético que vive imerso em fantasias,
rancores e palavras. Por um momento penso em não mais ser eu, mas recordo que era
assim que ela me via e assim que ela gostaria de continuar me vendo onde estiver.
Por Janaine Moreira dos Santos
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Ao fechar os olhos
Feche os olhos
Agora escute o vento...
Ele sopra
Ele emite sons
Ele canta melodias
Feche os olhos
Escute os pássaros
Sinta o cheiro da natureza
Sinta a calmaria
Fecho os olhos
Inspire-se
Mergulhe no subconsciente
Alcance o arco-íris em sua mente
Fecho os olhos
Imagine o mundo das maravilhas
O gato sorridente
o chapeleiro
Fecho os olhos
Mas não ouse dormir
Só aproveite o silencio
Só sinta
E verá que ao fechar os olhos
Pode se alcançar o universo
Pode se perder no infinito mar de sonhos
Mar imenso
Mente que se liga ao coração
Que se liga ao mundo.
Por Janaine Moreira dos Santos
terça-feira, 29 de novembro de 2016
O olhar pela Janela
O Olhar pela janela muitas vezes é para contemplar a beleza
da natureza.
O escritor gosta de observar através da janela pois é ela
que permite muitas vezes aparição repentina da inspiração.
Escrever sobre os ventos, sobre aquele moço que passa
sorridente em frente a sua casa, sobre a obra ao lado da sua casa, onde os
trabalhadores cansados tentam garantir seu ganha-pão, os carros que passam de
vez em quando, as crianças que choram e os cães que latem desesperados quando
avistam seus donos chegando.
Ainda é possível ver ao olhar pela janela as árvores altas
que em dias de vento balançam suas copas para lá e para cá, é uma mistura característica
de cimento e terra, de natureza e construção humana.
Olhar pela janela também é deixar-se fugir com o pensamento
para o inconsciente e descobrir a história mais perfeita que será contada, é
encontrar a si mesmo num momento de autorreflexão, é perder-se em si mesmo e
demorar-se para encontrar.
É sentir o mundo deslizar pela pálpebras e acabar-se no âmago
do seu mais profundo ser.
Por Janaine Moreira dos Santos
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Seres Imperfeitos
Uma lágrima,
Uma decepção,
Uma dor infinita no coração,
Como o pode o ser humano
Entristecer-se com coisas do cotidiano?
Olho para os lados
Quem disse que tal pessoa é qualificada ou não
Avaliações e mais avaliações,
Testes e mais testes.
Que mundo mais cruel,
Que mundo mais sem nexo.
Vejo a lágrima correr pela face novamente,
Uma lágrima que insiste em afirmar
Você é um ser simplório
Você é um ser impróprio
Você é, o que não é e o que gostaria de ser nunca será.
Estou muito confusa!
E a lágrima corre sobre minha face.
Onde foi que eu errei? - Grito aos quatro cantos
Por que foi que comecei a me envolver com isso?
Por que as pessoas
são cruéis?
E porque o mundo cobra um perfeccionismo
que não é possível?
A lágrima correu pelo meu rosto
uma última vez,
eu senti, eu chorei, eu vi a
imperfeição do ser humano
estampada, escrita com caneta de
tinta escura no meu rosto
Na minha alma.
Por Janaine Moreira dos Santos
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