quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Nesse meu mundo só meu - Alice no País das Maravilhas


Olá leitores, gostaria de compartilhar com vocês um pedacinho de Alice no País das Maravilhas, um dos meus filmes favoritos da disney.
O vídeo não ficou muito bom, porque fiz as pressas, mas quero sempre estar atualizando o blog para vocês. Espero que curtam!


Por Janaine Moreira dos Santos

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Perdida entre as palavras

Mar de palavras, sonhos e fantasias
Estou perdida num deserto sem fim de páginas e letras
De repente a história me transporta a lugares inóspitos e distantes.
De um minuto a outro vou a países diferentes,
De um livro a outro vou a mundos diversificados.
Navego nas letras do mar envolto da sabedoria
Delicio-me devorando página por página
Para onde será que vou hoje?
Para Nárnia...  Mordor... Hogwarts...
Talvez para Rússia, Suécia, Inglaterra
E ainda para épocas diferentes quem sabe o Medievo, a Renascença...
Assim, é sempre assim
Isso acontece todos os dias,
Esses pensamentos me rodeiam todos os dias,
Sempre um segundo antes de abrir um livro.


Por Janaine M. dos Santos

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Dica de Livro - A lista Negra

No livro A Lista Negra, conhecemos logo a principio Valerie, uma adolescente cercada por um dilema em sua vida, conseguir perdoar a si mesma por um crime cometido por seu namorado.
O livro da autora Jennifer Brown, é uma dose letal de autoconhecimento para os jovens, pois ela consegue  tratar com maestria um tema atual amplamente discutido por estudiosos, o bullyng. A história de Valerie demonstra ao leitor a complexidade dessa prática e o que ela pode levar, sendo a personagem frequentemente insultada e agredida verbalmente por seus colegas e nesta onde de provocações também está incluso seu namorado, ambos  decidem criam uma lista com o nome de todas as pessoas que já praticaram algum ato malicioso com eles. No entanto Valerie nunca soube que aquela lista iria levá-la a encarar o mundo de outra maneira, além de conduzi-la a uma busca interior dentro de si própria.
A Lista negra não está na minha lista de favoritos, no entanto está na minha lista de literatura essencial para o jovem leitor. Todas as superações, os anseios, o aprendizado de Valerie, podem ser aproveitados e compreendidos pelo jovem. A percepção do que uma prática, que pode parecer inofensiva, brincadeira de criança, de adolescente, leva um menino a tentar contra a vida de outras pessoas e até mesmo a sua e da pessoa que ama.
Não querendo mais dar spoilers, ou me delongar sobre a história que prefiro que vocês mesmo leiam e tirem suas conclusões, e ainda na intenção de aguçar a curiosidade dos leitores do blog, só digo que o final surpreende, é claro que eu leitora trágica que sou gostaria que o final tivesse um tom mais vermelho sangue... Mas o livro é destinado ao público juvenil e quem sou eu para julgar a escolha do desfecho da autora. O livro no seu todo traz uma enorme lição e contentamento, ao acompanhar uma superação e uma aceitação do ser diferente e único na sociedade além do aprender a ver o que cada um tem de especial para oferecer.


Por Janaine Moreira dos Santos

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Tempo de Saudade

Olhando a neblina sobre a cidade, me perco em pensamentos. Sentada na varanda, relembro.
Relembro um tempo marcado de coisas boas. Um tempo onde ao acordar cedinho, tinha-se café quentinho e brincadeiras. Quando não havia preocupações, e a única coisa que fazia sentido era comer bolo da vovó quentinho, feito com amor e carinho.
Tempo em que qualquer coisa virava brinquedo, papel, lata, um pedaço de pau esquecido pelo avô que era marceneiro. Tempo em que a avó costurava as bonecas, tecia seus cabelos de crochê e éramos felizes com o pouco.
Tempo onde histórias ao redor do fogão a lenha em dias de falta de luz eram sagradas. Vovô adorava esses dias, era quando ele nós assustava com suas histórias de lobisomens, mulas sem cabeças e muitos outros seres folclóricos. Há e um detalhe – já vistos por ele. Vovô era mesmo uma figura.
Tempo em que brincar de bonecas, de pique, esconde-esconde eram divertimentos incompreensíveis. Onde a bola, não era comprada não, era feita de meia, e retalhos furtados da vovó.
 Assim me perco todas as vezes que relembro da casa da vovó e de como ela era, com seus cabelos escuros, sua pele branquinha, parecia uma porcelana, seu rosto já marcado com as rugas idade, linda no seu jeito de ser, a nona italiana, que fazia pão gostoso, massas e macarrão. Há vovó todas as vezes que te recordo me perco dentro de mim mesma, e o coraçãozinho aperta.
E assim continuo sentada na minha varanda, me perdendo em devaneios. Que sei que não mais acontecerá.  A tristeza invade minha alma e o coração emana sofrimentos e faltas não supridas assim, como às lágrimas que correm pelo meu rosto. São tempos de alegrias, tempos de saudades, tempos de acontecimentos cultivados e guardados com carinho nos recônditos da memória e do ser.


Por Janaine Moreira dos Santos

domingo, 25 de setembro de 2016

Entre reclamações e realidades

Talvez o movimento das cores ao misturar e formar pessoas incomode
Talvez o silêncio nas esquinas incomode...
Talvez o barulho dos pés batendo nas calçadas incomode...
Talvez o choro do bebê de colo, daquela mulher sentada no ponto de ônibus incomode...
Talvez a música alta naquele barzinho incomode...
Talvez a conversa entre dois estranhos incomode...
Incômodos e mais incômodos...
Que mundo é esse que não sabe silenciar...
Que não sabe comunicar...
Esse, sem dúvida é o mundo real!
As pessoas levantam preguiçosas de suas camas todas às manhãs e só sabem reclamar, reclamar, reclamar...
Talvez o silêncio nas esquinas seja porque algo aconteceu...
O barulho dos pés nas calçadas, as pessoas apressadas e sonolentas indo para trabalho que ao invés de dignificar o homem o condena a escravidão capitalista...
O choro do bebê é reflexo de uma doença, ou talvez até possa ser uma mãe desamparada que como muitas precisam tirar seu bebê cedo de casa para deixá-lo aos cuidados de outra pessoa, porque a política publica em relação à mulher e a maternidade no Brasil ainda está bastante arcaica. Ou ainda talvez porque um pai abandonou sua família, por que existe aborto, mas não aquele feito pelas mulheres não! É o aborto de um pai que abandona a família e desampara.
Talvez a música alta nos barzinhos seja a morfina encontrada por muitas pessoas para esquecer a opressão do mundo e a tristeza das desigualdades, raciais, sociais, de gênero...
E a conversa entre dois estranhos, esta reflete apenas o cotidiano, você pensa que não incomoda quando conversa com as outras pessoas?
A vida é feita de doses diárias de morfina, mas você não percebe, eu não percebo o quanto tudo nos oprime! Os padrões de beleza, as construções sociais, os marcos delimitados entre classes sociais e suas relações, a vida mesquinha de uns e a vida sofrida de outros.
Olha ao seu redor e perceba, pare um pouco e pense!
O povo tem fome de diálogos, o mundo está ficando solitário, está se perdendo em reclamações, está esquecendo a essência da felicidade para concentra-se na essência do lucro.
O mundo é feito de intenções, mas nem sempre elas são boas.
O mundo perde a cada dia mais a essência do seu verdadeiro ser...
Morte, fome, violência... Abusos, desabusos, irritações, pequenas discussões...
Pare e pense!
Não seria melhor vagar por aí como os andarilhos, é esses mesmo que você despreza quando passa por eles... Ou fazer miçangas, talvez até se tornar cigana...Viver como os verdadeiros donos do Brasil, eu não estou falando dos políticos, estou falando dos indígenas, é sim, os verdadeiros donos do país, que estão perdendo suas terras, seus espaços simbólicos, sua ancestralidade, seus territórios...
E você aí preocupado com incômodos diários, pense um pouco, reflita!
Nem tudo gira em torno de você, faça uma viagem pelos países mais pobres do mundo, doe-se ao trabalho comunitário, viva o que os refugiados dos emirados vivem, viva o que as crianças pobres da Etiópia vivem... E talvez nem precise você ir tão longe, viva o que as pessoas que moram nas favelas do Rio de Janeiro, São Paulo, vivem...
Olha para o outro e sinta-se no outro e verá que seus incômodos  são coisas passageiras, mas o que eles vivem é realidade. Nua e crua! E mesmo assim, eles continuam a viver sem reclamar da sua conversa, do bater de pés, do choro das crianças, das conversas...
Seja feliz com o pouco, a sabedoria não vem do lucro, vem do cérebro, vem da alma... Vem da essência e da vontade incessante de aprender!


Por Janaine Moreira dos Santos