Um cotidiano repleto de flores, cores e alegria. Borboletas
que voam sobre nossas cabeças, um infinito mar de sorrisos, é tudo o que
precisamos para tornar o dia mais divertido, mas tolerável de se viver.
Acordar todas as manhãs e sentir peso nos pés e no corpo sem
ter a mínima vontade de fazer nada, nem ao menos as tarefas cotidianas, fechar
os olhos e pedir incansavelmente que o mundo esqueça-se de você, que mundo e
todas as pessoas nem imaginem que você existe.
As vezes o cotidiano não
se pinta de cores, mas deixa tudo cinza sem ânimo.
Uma vez ou outro o monstro vem visitar-me e provoca em mim
sensações de medo e solidão, sensações de desespero e infelicidade.
Hoje não
mais do que ontem ele visitou meu ser, invadiu meu dia e deixou ele cinza.
E uma luta eterna é travada com ele todos os momentos em que ele resolveu dar as caras.
Há dias em
que o colorido de uma música, de um poema e de um sorriso consegue assustá-lo,
mas tem momentos que ele toma conta da minha alma e me faz não ter vontade de
viver.
Monstro, por que não vai embora e me deixa viver mais feliz?
Não sei o porquê, mas meu eu interior tem vontade de
desistir...
O barco está furado, a canoa virou como diz a canção, e não
tenho forças para nadar contra a correnteza, meu eu grita incessantemente por
ajuda... Meu eu grita no escuro...
Não quero afundar, mas sinto que estou me afogando e o
monstro cada vez mais me puxa com mais força para as águas fundas da
escuridão...
E meu eu grita no escuro!
Por Janaine Moreira dos Santos
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